RELACIONAMENTOS: ÁREA DE CONFLITOS!

Pr. Pedro S Neto

I - INTRODUÇÃO

         Durante toda a história da raça humana a área de relacionamentos sempre foi motivo de conflito entre as pessoas, seja no ambiente familiar ou social. Muitas gerações foram marcadas por incompreensões, desacordos, desafetos, ambições, etc. Quantos foram destruídos por se tornarem alvos da ganância, disputa, inveja de tantos!

II - CONFLITOS (ENTRE REINOS)

         A Bíblia é uma fonte inesgotável de revelação da natureza humana e de suas mazelas. Nela encontramos conflitos, guerras, disputas, e tantas desavenças entre pessoas e sociedades que espelham a natureza humana de forma clara e objetiva.

         Em primeiro lugar, devemos entender que há conflito claro e declarado entre dois reinos, que disputam o coração do homem: o Reino de Deus (Luz) e o Reino de Satanás (Trevas).

         Este conflito teve início na vida do primeiro homem, Adão. O Reino da Luz disse-lhe: “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. (Genesis 2: 16, 17). O Reino das Trevas disse: “certamente não morrereis”. (Genesis 3: 4, 5). O homem enfrentou esse primeiro conflito e deixou as trevas vencerem. O resultado foi a morte para toda a raça humana.

         Logo em seguida, aconteceu um outro conflito. Dois irmãos oferecem sacrifícios a Deus. Um é aceito e o outro não. Nesse momento vem à luz a inveja no coração de Caim. Esta gerou ódio em seu coração, cegando-lhe o entendimento e os sentimentos. Ele esqueceu que Abel era seu irmão e o matou. (Genesis 4: 3-10).

         A inveja é uma das maiores fontes de conflitos. Ela é capaz de conduzir uma pessoa até o ponto de matar.

         Em Provérbios 14: 30, diz: “a inveja é a prodridão dos ossos.”

         A inveja dos sacerdotes e líderes religiosos levaram Jesus à morte. (Mateus 27: 18; Marcos 13: 10). Eles não podiam fazer o que Jesus fazia. Não tinham a sua unção.

         Muitos contradiziam o que Paulo pregava somente por inveja. Não tinham o conhecimento no Espírito que ele tinha. (Atos 13: 45).

         O homem que está fora dos caminhos do Senhor tem o coração cheio de inveja e homicídios (Romanos 1: 29). Isso é um laço em sua vida e pode fazer com que ele destrua muitas pessoas por causa desse sentimento destrutivo arraigado em seu coração.

         Estêvão foi um servo de Deus cheio de unção e poder. (Atos 6: 8). Isso fez com que alguns se levantassem contra ele e disputassem com ele. Mas não conseguiram resistir-lhe a sabedoria e ao espírito com que falava. (Atos 6: 9-10). A conseqüência foi que, movidos pela inveja, subornaram homens malígnos para testemunharem contra Estêvão a fim de o matarem. (Atos 6: 11e 7: 53-60). A inveja é um espírito assassino.

         A liderança atrai a inveja de muitas pessoas que desejam os primeiros lugares. Coré, Datã e Abirão se levantaram juntamente com outros 250 homens para tentar derrubar a liderança de Moisés sobre o povo. Eles disseram: “todos nós somos santos, porque só você tem de estar à frente?” (Números 16: 1-3). Eles já eram ministros do Senhor no tabernáculo e chegados aos levitas. Mas não se contentaram com isso, queriam também a liderança do povo. (Números 16: 8-10). O resultado dessa rebelião foi a morte deles e de toda a sua família. (Números 16: 25-35).

 III – DEUS NOS CHAMOU PARA A PAZ

          O desejo de Deus é que os irmãos vivam em união. (Salmo 133). Quando os irmãos estão vivendo unidos, o Senhor ordena a Bênção e a vida para sempre.

         É desejo de Deus que a família viva a unidade, sem divisões. Que o marido ame a esposa como a seu próprio corpo (Efésios 5: 28). Os filhos devem estar em obediência e harmonia com seus pais (Efésios 6: 2, 3).

         Deus deseja que na igreja haja amor de uns para com os outros, perdão e capacidade de suportar uns aos outros. (Efésios 4: 2).  Somos indivíduos e temos costumes diferentes. Fomos criados de forma diferente, em circunstâncias diferentes. Mas, precisamos entender uns aos outros. É como no casamento. O marido muitas vezes vem de um lar totalmente oposto ao da esposa, e, ao longo da vida, vão entendendo um ao outro, suportando as falhas e fraquezas do companheiro para que o amor os possa unir. Por isso, se entre os casais não houver amor, dificilmente o casamento subsistirá, pois, desta forma, o casamento torna-se um fardo.

 IV – CONCLUSÃO

          Os conflitos só deixarão de existir onde o amor de Deus estiver derramado nos corações. (Romanos 5: 5). O amor de Deus tudo suporta, tudo crê, tudo espera. O amor de Deus jamais acaba (II Coríntios 13). Se acabar é sinal de que não é o amor de Deus. Se tivermos amor uns pelos outros jamais agiremos de forma a prejudicar o irmão ou causar-lhe feridas ou ressentimentos. Jamais levantaremos calúnias ou difamações.

         Que o Senhor te abençoe.

 

         Pastor Pedro

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